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Sainz propõe punição para pilotos que batem nas classificações da F1

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Veja karts de Lego que pilotos vão dirigir antes do GP da Grã-Bretanha da F1
A batida de Max Verstappen que encerrou mais cedo a classificação do GP da Áustria, no sábado passado, não foi um incidente isolado na F1. Etapas como Mônaco já testemunharam episódios do gênero, motivo pelo qual o presidente da Associação de Pilotos da F1 (GPDA), Carlos Sainz, sugeriu punições para tentar coibir esse tipo de ocorrência.
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Max Verstappen sai do carro após bater no fim da classificação
Clive Rose/Getty Images
– Qualquer um que provoque uma bandeira amarela ou vermelha na classificação deveria perder três posições no grid. Assim, pelo menos você é penalizado por isso e fica desincentivado a ir a todo vapor em alguma situação. Esse não foi o caso do Max, porque ele estava, creio eu, em terceiro lugar, e bateu devido a uma falha na asa traseira. Mas devemos encontrar uma solução para isso – disse o piloto da Williams, na coletiva de imprensa do GP da Grã-Bretanha na quinta-feira, acrescentando:
– Se você acelerar a todo vapor mas for longe demais e não deixar que os outros melhorem, você está ganhando uma posição ao impedir que os outros tenham um desempenho melhor do que o seu. Mesmo que não seja intencional.
Carlos Sainz em entrevistas para o GP da Grã-Bretanha da F1 2026
Peter Fox/Getty Images
Verstappen bateu nos segundos finais da classificação do GP da Áustria, momento em que George Russell completou a volta da pole position. Como foi sinalizado, no trecho, apenas uma bandeira amarela simples, ele não foi obrigado a abortar sua volta. Kimi Antonelli, porém, tirou o pé porque pensou que era uma bandeira amarela dupla, que força o piloto a desistir da tentativa.
Verstappen bate e Russell fica com a pole position na Áustria
Uma falha na transição da aerodinâmica ativa (asa traseira) na Red Bull do tetracampeão foi o que provocou a rodada em alta velocidade. Sainz também lembrou de outro episódio semelhante, na classificação do GP do Azerbaijão ano passado – quando seis pilotos bateram. Na ocasião, ele chegou a obter a pole position provisória antes de Verstappen o superar.
– Eu poderia ter feito isso ano passado em Baku, quando estava na pole e fui o primeiro carro a sair dos boxes. Eu pensei: “Se eu bater agora, fico na pole”. Todos nós temos esses pensamentos, sabemos como o regulamento funciona. É impossível para os comissários saber como isso funciona, a menos que seja um ex-piloto de F1 muito esperto. Precisamos ter ideias para tentar resolver essas situações. Eu vi isso várias vezes em Baku e em Mônaco – reforçou.
Acidente entre Sergio Pérez e Carlos Sainz encerrou a classificação do GP de Mônaco mais cedo
F1
O próprio Sainz já se envolveu em um incidente polêmico: na classificação GP de Mônaco de 2022, ele e Sergio Pérez bateram a 30 segundos da bandeira quadriculada, confirmando a pole position de Charles Leclerc. Verstappen, que vinha em volta rápida, cobrou punições para o que considerou como batidas táticas na época. Ele também se posicionou sobre o ocorrido há uma semana em Spielberg.
– Quando alguém faz isso de propósito, a punição deveria ser ainda mais severa. Acho que, antes de tudo, não deveria ter sido apenas uma bandeira amarela. Aquilo, no mínimo, merecia uma bandeira amarela dupla ou uma vermelha. Eu provavelmente teria tentado fazer o mesmo (que Russell), mas nem deveria ser permitido terminar a volta dessa forma – opinou o holandês.
Sainz disse que ainda não levou sua sugestão para a Associação de Pilotos de Grande Prêmio (GPDA), que preside ao lado de George Russell. O espanhol da Williams reforçou que deve apresentar sua proposta em breve.
Nico Rosberg escapou na curva Mirabeau no Q3 em Mônaco, em 2014
Getty Images
O piloto estendeu seu questionamento ao fato dos rivais, no Q3, só abrirem suas voltas rápidas nos últimos minutos da sessão. E ao avaliar o ocorrido na Áustria, ele também compartilhou da opinião de Verstappen:
– Para mim, pelo menos, está claro que deviam ter sinalizado bandeiras amarelas duplas ou vermelhas ali. A maneira como George lidou com a situação foi perfeita, dentro do que o regulamento permite. Mas ele nunca deveria ter sido autorizado a completar aquela volta. Se Max estivesse na pole, causasse aquele acidente, todos ficassem sob bandeira vermelha e ninguém melhorasse o tempo de volta, seria injusto para todo mundo.
Em 2021, Leclerc confirmou-se na pole do GP de Mônaco depois de bater na curva da Piscina, no fim do Q3. Outro episódio notório no Circuito de Monte Carlo foi em 2014, envolvendo Nico Rosberg e Lewis Hamilton: o alemão escapou na curva Mirabeau e acionou uma bandeira amarela que impediu a melhora de seu então colega da Mercedes – deixando-o nada feliz.
Cabisbaixo, Charles Leclerc sai andando após acidente na classificação do GP de Mônaco de 2021
Clive Rose/F1 via Getty Images
Alguns anos antes, na edição 2006 da prova, Michael Schumacher bateu na Rascasse de propósito para tentar impedir a possível pole de Fernando Alonso e foi punido, após comissários constatarem a intencionalidade do ato.
– Não sou o único que já bateu em Mônaco na classificação. É verdade que essa é uma daquelas corridas em que dá para brincar um pouco com as bandeiras amarelas, há pistas em que talvez precisemos analisar isso com mais atenção. Mas quem bate, como Max, já paga um preço alto por ter batido. Não acho que como regra geral isso faça muito sentido. Mas, em algumas pistas, é algo que já discutimos – opinou Leclerc.
Infos e horários – GP da Grã-Bretanha da F1 2026
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