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MPF denuncia grupo por tráfico internacional de pessoas para exploração sexual no interior do RS; vítima é jovem argentina

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MPF/RS
Ministério Público Federal do RS/Divulgação
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou três pessoas à Justiça pela prática de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, rufianismo (cafetinagem) e associação criminosa.
O caso aconteceu no interior do Rio Grande do Sul e a denúncia foi recebida pela 2ª Vara Federal de Santa Maria (RS), que deu início à ação penal contra os acusados. A cidade não foi divulgada pelo MPF.
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A vítima é uma jovem de nacionalidade argentina aliciada em sua província de origem e trazida ao Brasil sob falsas promessas de emprego, afirma a denúncia.
De acordo com o MPF, a vítima, então residente na província argentina de Missiones, foi contatada por uma das denunciadas, que lhe teria lhe oferecido uma vaga de emprego em um estabelecimento comercial no Brasil, com promessa de remuneração semanal. Diante da grave vulnerabilidade socioeconômica e da necessidade de sustentar um filho pequeno, a vítima aceitou a proposta.
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Os denunciados teriam custeado seu deslocamento até a fronteira, onde ela teria realizado uma travessia fluvial de forma irregular. Ao ser recebida em território brasileiro, foi então conduzida a um estabelecimento no interior do Rio Grande do Sul. Somente ao chegar ao local, a vítima tomou conhecimento das reais condições a que seria submetida.
Ainda segundo a denúncia, a jovem permaneceu por cerca de dois meses em regime de exploração sexual, sem receber os valores pelos atendimentos, que eram retidos pelos exploradores.
Para impedir sua saída do local, conforme consta na denúncia, o grupo impôs um sistema de endividamento à vítima, cobrando de forma abusiva por hospedagem, alimentação e itens de higiene, além de aplicar multas recorrentes sob pretextos variados.
O relato ainda afirma que a vítima foi teria sido induzida ao consumo de cocaína para suportar jornadas de trabalho exaustivas, que se estendiam por diversas horas seguidas, no período noturno, sendo o custo da droga igualmente lançado em sua conta de dívida.
O MPF diz que ela tinha a liberdade de locomoção restringida, permanecendo sob vigilância constante, o que, somado à ausência de recursos financeiros, inviabilizava sua saída do estabelecimento.
A denúncia foi apresentada pela Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes (UNTC) do MPF, no Rio Grande do Sul. Com a abertura da ação penal, a Justiça determinou a citação dos denunciados para apresentação de defesa.
O caso tramita em sigilo para preservar a intimidade das vítimas.
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O Ministério Público Federal (MPF) deucontra três pessoas pela prática de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, rufianismo (cafetinagem) e associação criminosa.

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