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Identidade de mortos era usada para criar documentos falsos e abrir empresas no RS, diz MP

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Identidade de mortos era usada para criar documentos falsos e abrir empresas no RS, diz MP
Um esquema que usava a identidade de pessoas mortas para criar documentos falsos e abrir empresas foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (3). Segundo a investigação, a fraude beneficiava integrantes de facções criminosas e foragidos da Justiça no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
A Operação Dupla Face cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas e Cachoeirinha. Entre os investigados estão um casal suspeito de produzir os documentos falsos e um policial militar apontado por possível acesso indevido a sistemas e repasse de informações. Ninguém foi preso.
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De acordo com o MP, o grupo utilizava registros civis de pessoas já falecidas, especialmente certidões de nascimento sem anotação de óbito, para criar novas identidades. Com os documentos, era possível emitir carteiras de identidade, CNHs e abrir empresas em nome dessas pessoas
A investigação começou após o Cartório de Registro Civil de Lages, em Santa Catarina, comunicar pedidos considerados atípicos de segundas vias de certidões de nascimento. As solicitações eram feitas por um casal do Rio Grande do Sul.
Conforme a promotora de Justiça Maristela Schneider, responsável pelo caso, os documentos eram usados principalmente para atender integrantes de facções criminosas que buscavam ocultar a própria identidade.
“A partir dessa documentação eram emitidos novos documentos, criação de empresas e CNH, justamente para essas pessoas se ocultarem, principalmente no estado vizinho de Santa Catarina”, afirmou a promotora.
Três mandados foram cumpridos em endereços relacionados ao PM: duas residências e um armário funcional em um batalhão da Brigada Militar em Cachoeirinha. Outros dois ocorreram em uma casa e em um estabelecimento comercial associados ao casal.
Celulares, computadores, documentos, mídias digitais e registros financeiros foram apreendidos. O material será analisado para identificar outros envolvidos e apurar se houve obtenção de lucro com a atividade criminosa.
Segundo a promotora, um dos fatos que chamou a atenção dos investigadores é que o casal investigado concluiu recentemente um curso de perito criminal, o que, na avaliação do Ministério Público, pode ter contribuído para aperfeiçoar as falsificações.
Operação do Ministério Público do RS investiga esquema que usava identidade de pessoas mortas para criar documentos falsos e abrir empresas
Divulgação/ Ministério Público do RS
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