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Fifa retira árbitro somali da Copa do Mundo após ele ser barrado de entrar nos EUA

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Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em foto de janeiro de 2024.
Kenzo Tribouillard/AFP
O árbitro somali Omar Artan foi retirado do quadro de árbitros da Copa do Mundo de futebol após ele ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos, informou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta segunda-feira (8).
“A Fifa pode confirmar que o oficial de arbitragem Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo 2026 após ter sua entrada nos Estados Unidos negada”, disse um porta-voz da federação.
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Omar Artan, da Somália, estava escalado para trabalhar na Copa, porém ele foi barrado de entrar nos EUA pelo governo Trump quando aterrissou em território norte-americano, segundo disse uma autoridade do país africano à agência de notícias AFP. Artan rumou à Turquia após a negativa.
Ainda não se sabe os motivos dessa expulsão, já que Artan possuía visto válido, disse Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali.
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Artan “é um dos árbitros mais respeitados da África e (…) negar sua entrada nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar (…) prejudica não apenas a ele pessoalmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play”, lamentou Abshir. “A comunidade do futebol deve apoiá-lo neste momento difícil”, acrescentou o assessor, que é ex-capitão da seleção da Somália.
No quadro da Fifa desde 2018, Artan atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos.
A Somália está na mira de Donald Trump, e é um dos vários países cujos cidadãos estão sujeitos a uma proibição de viagem aos Estados Unidos, imposta pelo governo Trump. No final de novembro, o presidente americano descreveu o país como “podre” e declarou sua intenção de acabar com o status especial que protege os cidadãos somalis da deportação.
O governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso até a última atualização desta reportagem.
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REUTERS/Kevin Lamarque

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